2013 Distinção no Ano Europeu dos Cidadãos

2016 Portugal Solidário

Por um Portugal mais justo, coeso e solidário

Em 2016 celebra-se o 30º aniversário da adesão plena de Portugal à União Europeia.

Em 2010 a União Europeia consagrou esse ano como Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, concebendo ainda a estratégia Europa 2020 destinada a criar condições para uma economia mais competitiva e criadora de emprego, assente nos vectores do crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

Estas são e continuam a ser as grandes linhas de força da política europeia até ao final da década, comprometendo todos os estados membros na sua execução.

Portugal - em plena vigência da nova geração de fundos europeus “Portugal 2020” e seis anos volvidos sobre estes dois factos institucionais marcantes da vida da União Europeia - continua a confrontar-se com importantes debilidades estruturais nas áreas da educação, emprego e combate à pobreza e exclusão social.

Constitui pois verdadeiro imperativo nacional continuar a trilhar um caminho que nos aproxime dos mais elevados padrões europeus, elevando os níveis de escolarização, combatendo o insucesso escolar e o abandono escolar precoce.

O desemprego, por seu turno, assumiu nos últimos anos contornos de particular gravidade, sendo seguramente uma das maiores chagas sociais do nosso tempo.

A pobreza, que atinge cerca de 2 milhões de portugueses, tem sido igualmente uma constante ao longo da história nacional e continua a marcar o panorama social do Portugal coevo, num ciclo que persiste e se renova ao longo de várias gerações, privando as pessoas de satisfazerem as suas necessidades básicas e de viverem com dignidade.

A educação, o emprego e o combate à pobreza e à exclusão social constituem magnas prioridades nacionais e verdadeiros imperativos que a todos – Estado, sociedade civil e cidadãos – devem interpelar.

Converter o ciclo vicioso da ausência de qualificações que conduz ao desemprego e à pobreza, num ciclo virtuoso que converta a qualificação num passaporte para o emprego e para a inclusão social, são os factores decisivos da competitividade e do crescimento sustentável e inclusivo da economia nacional, restaurando o contrato social que une pessoas e gerações numa sociedade do devir teleologicamente orientada para o bem comum dos portugueses e onde reine a coesão, a justiça e a harmonia entre todos os cidadãos.

A Fundação Manuel António da Mota, procurando centrar a sua atenção nas grandes questões sociais com que se debate a sociedade portuguesa contemporânea, não podia mais uma vez ficar alheia a estas preocupações e aos desafios que elas encerram.

Nas suas edições anteriores o “Prémio Manuel António da Mota” distinguiu instituições que se destacaram nos domínios da luta contra a pobreza e exclusão social (2010), promoção do voluntariado (2011), promoção do envelhecimento activo e solidariedade entre gerações (2012), promoção da cidadania europeia e da concretização dos objectivos nacionais inscritos na estratégia Europa 2020 (2013), naqueles que foram os Anos Europeus dedicados a estes temas, tendo distinguido em 2014 as instituições que atuam no domínio da valorização, defesa e apoio à família nas mais variadas áreas, por ocasião do 20º aniversário do Ano Internacional da Família, e em 2015 as instituições socialmente inovadoras nas respostas aos problemas sociais.

Em 2016 e naquela que é a sua 7ª Edição, o Prémio “Manuel António da Mota” consagrará instituições que se distingam na apresentação de projectos nos domínios da educação, emprego e combate à pobreza e à exclusão social e contribuam assim para o desenvolvimento sustentável do país e a construção de uma sociedade mais justa, coesa e solidária.

Concorra por uma sociedade mais justa, coesa e solidária