2013 Distinção no Ano Europeu dos Cidadãos

2017 POR UM PORTUGAL COM FUTURO

No dia 25 de março de 2017 completaram-se 60 anos sobre a assinatura do tratado que instituiu a Comunidade Económica Europeia (CEE), modernamente designada por Comunidade Europeia (CE), depois do tratado da União Europeia assinado em Maastricht no ano de 1992.<

Em 2016 Portugal celebrou o 30º aniversário da sua adesão plena à União Europeia.

Em 2010, o Conselho Europeu adoptou a estratégia Europa 2020.

Sucedendo à estratégia de Lisboa e no auge de uma crise económica e financeira à escala global, a estratégia Europa 2020 constitui a agenda da União para a década, traduzindo o empenhamento em criar condições para uma economia mais produtiva, competitiva e criadora de emprego, assente nos vectores do crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, permitindo assim ultrapassar e dar resposta às debilidades estruturais da economia europeia.

Portugal encontra-se fortemente comprometido com esta agenda, interpelando os governos e os decisores públicos na concepção das suas políticas e a sociedade civil no seu conjunto, num esforço de aproximação e convergência com as metas traçadas até ao final da década.

Portugal, mau grado as profundas transformações operadas nos últimos 30 anos com evidente repercussão na melhoria dos seus indicadores económicos e nos progressos sociais alcançados, está porém ainda distante, nestes domínios, dos níveis de produtividade e competitividade económica e de bem-estar social dos seus congéneres europeus mais desenvolvidos.

Na educação, e apesar dos avanços das últimas décadas, Portugal apresenta ainda taxas de escolarização abaixo da média europeia e níveis indesejáveis de insucesso escolar e abandono escolar precoce.

O desemprego, nos últimos anos, fustigou severamente muitas pessoas e famílias, sendo seguramente uma das maiores chagas sociais do nosso tempo.

A pobreza, por seu turno, tem sido uma constante ao longo da história do país.

Continua a marcar o Portugal coevo, apesar de nos acharmos já muito distantes do panorama social de outras décadas mais recuadas.

A pobreza infantil, neste domínio, suscita especial apreensão, por serem as crianças em geral - indefesas perante esta circunstância -, as mais severamente atingidas.

Converter o ciclo vicioso em que a ausência de qualificações, o desemprego e a pobreza andam de mãos dadas, num ciclo virtuoso em que a qualificação, o emprego e a inclusão social, permitam a todas as pessoas viverem com dignidade e sentirem-se cidadãos de pleno direito, constitui sem dúvida um dos maiores desafios da sociedade portuguesa nos anos vindouros.

Educar, empregar e combater a pobreza e a exclusão social são, ademais, factores decisivos da competitividade e do crescimento sustentável e inclusivo da economia nacional, restaurando o contrato social que une pessoas e gerações numa sociedade do devir teleologicamente orientada para o bem comum dos portugueses, sob o primado de uma ordem social mais justa, coesa e solidária.

É esse o Portugal Futuro a que todos aspiramos.

A Fundação Manuel António da Mota, procurando centrar a sua atenção nas grandes questões sociais com que se debate a sociedade portuguesa contemporânea, não podia mais uma vez ficar alheia a estas preocupações e aos desafios que elas encerram.

Nas suas edições anteriores o “Prémio Manuel António da Mota” distinguiu instituições que se destacaram nos domínios da luta contra a pobreza e exclusão social (2010), promoção do voluntariado (2011), promoção do envelhecimento activo e solidariedade entre gerações (2012), promoção da cidadania europeia e da concretização dos objectivos nacionais inscritos na estratégia Europa 2020 (2013), naqueles que foram os Anos Europeus dedicados a estes temas, tendo distinguido em 2014 as instituições que atuam no domínio da valorização, defesa e apoio à família nas mais variadas áreas, por ocasião do 20º aniversário do Ano Internacional da Família.

Em 2015 distinguiu as instituições socialmente inovadoras nas respostas aos problemas sociais, tendo em 2016 consagrado instituições que se notabilizaram na apresentação de projectos nos domínios da educação, emprego e combate à pobreza e à exclusão social.

Na sua 8ª edição, em 2017, a Fundação Manuel António da Mota retoma o tema do combate à pobreza e à exclusão social, com particular enfoque na pobreza infantil, dos jovens e das famílias, acolhendo ainda no seu âmbito as questões da educação e do emprego, com que o tema da pobreza se encontra transversalmente correlacionado, distinguindo instituições que se notabilizem pelos projectos apresentados nestes domínios.

Pelo oitavo ano consecutivo, a Fundação Manuel António da Mota e a TSF-Rádio Notícias formalizaram uma parceria para a divulgação do Prémio e das iniciativas que lhe são inerentes.

 

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