2013 Distinção no Ano Europeu dos Cidadãos

Prorrogação do prazo: Candidaturas até 31 de Julho

A família num mundo em transformação

A família constitui a célula base da comunidade, a primeira sociedade natural e a matriz fundadora da sociabilidade humana.

Precedendo o Estado e outras formas de organização social, a família está presente ao longo da história, enquanto grupo humano intemporal e transversal a todas as culturas.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem consagra o direito de fundar uma família, núcleo natural e fundamental com direito à proteção da sociedade e do Estado.

No seio da comunidade humana, a família, nas suas variadas formas de estruturação, desempenha um núcleo inalienável de funções a que nenhuma outra entidade social pode substituir-se.

A família é antes de mais a primeira instância de socialização, promotora da identidade, veículo de transmissão e de adaptação dos seus membros à cultura da comunidade.

Família significa também proteção, assegurando a estabilidade e a satisfação das necessidades físicas e intelectuais dos seus membros, o seu apoio psicológico e emocional perante a incerteza, a vulnerabilidade e as adversidades, suportando-os na doença e na resolução dos problemas e conflitos em que a vida é fértil.

A família é ainda a instância educativa por excelência, transmitindo os valores fundamentais e ensinando o significado de ser pessoa no mundo e para o mundo e uma comunidade de afetos, de relações fortes, matriz identitária, lugar onde a memória dos antepassados se perpetua, porto de abrigo, confiável e seguro, em que se busca proteção e refúgio quando tudo o mais se perdeu.

A família acompanhou as profundas transformações sociais e económicas das últimas décadas refletindo uma mudança de comportamentos com profundos reflexos nas formas de organização da vida familiar e nos papéis desempenhados no seio da estrutura familiar.

A crise económica que Portugal atravessou nos anos mais recentes no quadro do programa de assistência económica e financeira produziu igualmente impactos profundos na vida das famílias, agravando fenómenos de pobreza, disfuncionalidade e desestruturação da vida familiar, atingindo com maior severidade os grupos sociais mais vulneráveis.

Em 2014 comemora-se o 20º aniversário do Ano Internacional da Família instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994 sob o lema "Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em transformação".

Duas décadas volvidas e numa era de rápidas transformações sociais, económicas e demográficas em que as famílias são confrontadas com enormes desafios e dificuldades em cumprir com as suas inúmeras responsabilidades, o momento não podia pois ser mais propício ao recentramento do debate e permanente busca de respostas aos problemas das famílias.

O desenvolvimento, o bem-estar e a coesão sociais encontram na solidez da família um poderoso aliado, numa sociedade que deve por isso estar ao serviço da família e da proteção dos seus valores e interesses fundamentais.

Nas suas edições anteriores o “Prémio Manuel António da Mota” distinguiu instituições que se destacaram nos domínios da luta contra a pobreza e exclusão social (2010), promoção do voluntariado (2011), promoção do envelhecimento ativo e solidariedade entre gerações (2012), promoção da cidadania europeia e da concretização dos objetivos nacionais inscritos na estratégia Europa 2020 (2013), naqueles que foram os Anos Europeus dedicados a estes temas.

No 20º aniversário do Ano Internacional da Família o Prémio Manuel António da Mota, associando-se à efeméride, irá distinguir instituições que atuem no domínio da valorização, defesa e apoio à família nas mais variadas áreas, procurando assim dar o seu contributo para o reconhecimento e notoriedade públicas do trabalho desenvolvido pelas instituições e para a importância dos valores e interesses da família na sociedade portuguesa.

Concorra por uma sociedade ao serviço da família.