2013 Distinção no Ano Europeu dos Cidadãos

2018 POR UM PORTUGAL SUSTENTÁVEL

Em 1987, o documento “O Nosso Futuro Comum” coroou o trabalho desenvolvido pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, consagrando em definitivo a expressão “desenvolvimento sustentável” como sendo o modelo de desenvolvimento “que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas necessidades”.

Do relatório transparecia uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países desenvolvidos e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, enfatizando a necessidade de uma nova relação “ser humano-meio ambiente” e alertando para problemas, novos ao tempo, como o aquecimento global e a destruição da camada de ozono, definindo uma lista de ações a serem empreendidas pelos Estados e metas a serem concretizadas a nível internacional, tendo como agentes as diversas instituições multilaterais.

O conceito e as preocupações em torno do desenvolvimento sustentável entravam assim definitivamente na agenda mundial.

Seguir-se-iam em 1992 a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro e mais conhecida por Rio 92 e a aprovação pela ONU no ano 2000 da Declaração do Milénio, consagrando os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) para vigorarem até 2015.

Em 2012, vinte anos volvidos sobre a Conferência Rio 92, na Conferência conhecida por Rio+20, foi aprovado o documento “O Futuro que Queremos”, dando sequência a um processo de auscultação e consulta iniciado em 2010 sob o impulso do Secretário Geral da ONU para discutir uma nova agenda de desenvolvimento, que viria a culminar, em 2015, na aprovação pela Assembleia Geral da ONU da Agenda 2030, visando a erradicação da pobreza e o desenvolvimento económico, social e ambiental à escala global até 2030.

O documento “Transformando o nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” integra os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que sucedem aos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as suas 169 metas constituem um guia para as ações a empreender pela comunidade internacional até 2030, e atendem às três dimensões do desenvolvimento sustentável – económica, social e ambiental – comprometendo os governos, a sociedade civil e o setor privado na prossecução de uma demanda comum em torno do futuro das pessoas, do planeta, da paz e da prosperidade coletivas.

No contexto desta evolução histórica, no quadro dos compromissos internacionalmente assumidos, e face ao generalizado consenso nacional em torno das mais importantes aspirações coletivas do país, Portugal tem, evidentemente, um papel a desempenhar na prossecução dos objetivos e metas para o desenvolvimento sustentável.

O que está em causa é, nada mais nada menos, que o futuro da humanidade, a preservação da sua casa comum – o nosso planeta -, numa gigantesca tarefa e numa luta que urge travar sem demora, e a que Portugal, o estado e a sociedade civil, não podem virar costas.

Nas suas edições anteriores o “Prémio Manuel António da Mota” distinguiu instituições que se destacaram nos domínios da luta contra a pobreza e exclusão social (2010), promoção do voluntariado (2011), promoção do envelhecimento ativo e solidariedade entre gerações (2012), promoção da cidadania europeia e da concretização dos objetivos nacionais inscritos na estratégia Europa 2020 (2013), naqueles que foram os Anos Europeus dedicados a estes temas, tendo distinguido em 2014 as instituições que atuam no domínio da valorização, defesa e apoio à família nas mais variadas áreas, por ocasião do 20º aniversário do Ano Internacional da Família.

Distinguiu em 2015 as instituições socialmente inovadoras nas respostas aos problemas sociais, em 2016 consagrou instituições que se notabilizaram na apresentação de projetos nos domínios da educação, emprego e combate à pobreza e à exclusão social, tendo em 2018 retomado o tema do combate à pobreza e à exclusão social, com particular enfoque na pobreza infantil, dos jovens e das famílias.

Em 2018, na sua 9ª edição, o Prémio Manuel António da Mota irá distinguir as instituições que contribuam com os seus projetos para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Pelo nono ano consecutivo, a Fundação Manuel António da Mota e a TSF-Rádio Notícias formalizaram uma parceria para a divulgação do Prémio e das iniciativas que lhe são inerentes.

 

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